Portugal Diário - 16 Out 08
Uso de doping entre os jovens está a aumentar
Uso de doping entre os jovens está a aumentar
Problema pode ter enormes repercussões em termos de saúde pública, diz especialista
O uso de substâncias dopantes na adolescência é um problema que está a progredir junto da população escolar portuguesa, podendo ter enormes repercussões em termos de saúde pública, alertou esta quinta-feira um membro da Conselho Nacional Antidopagem (CNAD).
Falando no âmbito do 9º Congresso Nacional de Pediatria, a decorrer no Porto, Luís Horta, membro do CNAD e especialista em medicina desportiva e fisiatria, afirmou que o uso de esteróides anabolizantes é já «um problema de saúde pública em alguns países».
Segundo referiu, a utilização destas substâncias nos ginásios e nas escolas dos países mais desenvolvidos atinge dimensões muito preocupantes, sendo que em Portugal o problema não pode ser negado.
«A ponta do iceberg»
«O problema é que, para já, só estamos a ver a ponta de cima do iceberg», disse, acrescentando que quando as consequências mais nefastas do uso destas substâncias aparecerem poderá ser tarde demais. No seu entender, os malefícios aparecem dentro de 10 a 20 anos e é preciso sensibilizar o quanto antes para este problema, de modo a «evitar o que aconteceu com o excesso de peso e a obesidade».
Luís Horta apontou a globalização como um «mecanismo de propagação rápida e de difícil controlo da problemática», uma vez que estas substâncias dopantes estão muitas vezes a um simples clicar do rato, via Internet.
Para resolver o problema da utilização de substâncias dopantes fora do desporto de competição, o especialista defendeu a aposta nas iniciativas informativas e educativas, bem como a promoção de boas práticas e o financiamento de estudos no âmbito das ciências sociais.
Influência dos vídeo-jogos
«Há necessidade de se realizarem estudos aos nível das ciências sociais para que se perceba, por exemplo, que importância podem ter os vídeo-jogos ou as personagens de banda desenhada» nos adolescentes e no consumo destas substâncias, frisou.
De acordo com um estudo canadiano sobre a existência do problema a nível escolar, publicado em 1993, cerca de 50 por cento dos jovens utilizadores referiram a melhoria do rendimento desportivo, mas a outra metade referiram também desejar a melhoria da sua imagem corporal.
O uso de substâncias dopantes na adolescência é um problema que está a progredir junto da população escolar portuguesa, podendo ter enormes repercussões em termos de saúde pública, alertou esta quinta-feira um membro da Conselho Nacional Antidopagem (CNAD).
Falando no âmbito do 9º Congresso Nacional de Pediatria, a decorrer no Porto, Luís Horta, membro do CNAD e especialista em medicina desportiva e fisiatria, afirmou que o uso de esteróides anabolizantes é já «um problema de saúde pública em alguns países».
Segundo referiu, a utilização destas substâncias nos ginásios e nas escolas dos países mais desenvolvidos atinge dimensões muito preocupantes, sendo que em Portugal o problema não pode ser negado.
«A ponta do iceberg»
«O problema é que, para já, só estamos a ver a ponta de cima do iceberg», disse, acrescentando que quando as consequências mais nefastas do uso destas substâncias aparecerem poderá ser tarde demais. No seu entender, os malefícios aparecem dentro de 10 a 20 anos e é preciso sensibilizar o quanto antes para este problema, de modo a «evitar o que aconteceu com o excesso de peso e a obesidade».
Luís Horta apontou a globalização como um «mecanismo de propagação rápida e de difícil controlo da problemática», uma vez que estas substâncias dopantes estão muitas vezes a um simples clicar do rato, via Internet.
Para resolver o problema da utilização de substâncias dopantes fora do desporto de competição, o especialista defendeu a aposta nas iniciativas informativas e educativas, bem como a promoção de boas práticas e o financiamento de estudos no âmbito das ciências sociais.
Influência dos vídeo-jogos
«Há necessidade de se realizarem estudos aos nível das ciências sociais para que se perceba, por exemplo, que importância podem ter os vídeo-jogos ou as personagens de banda desenhada» nos adolescentes e no consumo destas substâncias, frisou.
De acordo com um estudo canadiano sobre a existência do problema a nível escolar, publicado em 1993, cerca de 50 por cento dos jovens utilizadores referiram a melhoria do rendimento desportivo, mas a outra metade referiram também desejar a melhoria da sua imagem corporal.